Negociação de dívida: guia completo para sair do vermelho

Você vai ver por aqui:

  1. O que é dívida?
  2. A história da dívida.
  3. Por que a negociação de dívida é importante?
  4. Qual é a melhor época para negociação de dívida?
  5. Como negociar uma dívida?
  6. Como funciona a negociação de dívida online?
  7. Como negociar dívidas com desconto?
  8. Quais são os seus direitos ao negociar uma dívida?
  9. Erros que você não pode cometer ao negociar uma dívida
  10. O que acontece quando a negociação de dívida não é paga?

A negociação de dívida é uma oportunidade do devedor entrar em acordo amigável com o credor para definir novas condições de pagamento de seus débitos. Geralmente, é negociado o parcelamento do saldo devedor, com prazos maiores para quitação da dívida, e a redução ou o perdão dos juros e multas que incidiram sobre o débito. O propósito da negociação é tornar o pagamento da dívida viável para o devedor e, consequentemente, dar ao credor uma nova expectativa de recebimento.

negociação de dívida

Primeiro você começa a ter problemas para pagar as contas em dia. Depois elas vão se acumulando até você perder o controle sobre elas.

Daí, começam os avisos de cobrança dos credores. Você passa, então, a conviver diariamente com ligações insistentes de cobrança. Apesar de tentar, você não encontra meios de quitar sua dívida e se enrola cada vez mais, enquanto a preocupação só cresce junto com o saldo devedor.

Se você se identificou com esta situação, saiba que não está sozinho. A maioria das pessoas enfrentam dificuldades financeiras em algum momento de suas vidas. Seja por eventos como doenças na família, perda de emprego, gastos excessivos ou mesmo por falta de planejamento financeiro. E, em um cenário de crise econômica, qualquer fator de descontrole financeiro é potencializado.

E esta sensação que você tem de não conseguir lidar com a dívida de forma prática é a mesma sensação que leva grande parte dos devedores ao desespero. O descontrole que acomete o endividado faz com que ele veja a dívida como algo dotado de uma força da natureza sobre a qual não consegue atuar e eliminar para sempre.

Mas, calma, não é bem assim

Por incrível que pareça, é possível contornar a situação. Mas, para isso, é necessário que você compreenda que a dívida é sempre um sintoma de que algo vai errado e não o problema em si.

Após ler este post, saberá como lidar com a força extraordinária que a dívida exerce sobre a vida das pessoas.  Sobretudo, entenderá como negociação de dívida pode mudar o rumo de sua vida financeira. Continue a leitura e aprenda tudo, desde a sua definição de o que é uma dívida até a melhor forma de fazer uma negociação de sucesso.

A partir desse entendimento você poderá tomar decisões inteligentes sobre o seu dinheiro e estará preparado para o sucesso financeiro.

1. O que é dívida?

Conceitualmente, dívida é uma obrigação ou quantia que uma pessoa física ou uma empresa tem que pagar ou reembolsar a um terceiro em dinheiro, bens ou serviços em troca de algum benefício recebido.

A dívida pode ser expressa, ou seja, firmada através de contrato, ou implícita, quando criada a partir de uma obrigação moral estabelecida entre as partes.

Quando você faz uma compra no cartão de crédito, por exemplo, você está assumindo o compromisso de pagar em um dia futuro por uma obrigação expressa, já que existem documentos capazes de confirmar a transação.

Por outro lado, quando você faz um empréstimo de determinada quantia com alguém de sua família, através de um acordo verbal, baseado na confiança mútua, você está firmando uma dívida por uma obrigação implícita. O acordo verbal firmado entre as partes também constitui uma espécie de contrato.

É o também chamado “contrato de boca” ou contrato firmado “no fio do bigode”.  De acordo com o Código Civil, Art. 107, “A validade da declaração de vontade não dependerá de forma especial, senão quando a lei expressamente a exigir”.

Assim, uma dívida adquirida a partir de um acordo verbal tem validade, desde que o acordo possua agente capaz, objeto lícito e possível, determinado ou determinável.

Os agentes de um acordo que gera uma dívida são o devedor e o credor. O primeiro é a parte obrigada a pagar a quantia equivalente ao objeto da dívida, enquanto o último é quem detém o direito ao recebimento.

Existe dívida boa e dívida ruim?

dívida boa x dívida ruim

Assim como nem todo tipo de gordura é prejudicial à saúde, já que existem gorduras benéficas como as do abacate, do salmão e do azeite de oliva, nem toda dívida deve ser considerada ruim. Por quê? Veja a seguir.

Dívida boa

Uma dívida boa é bem planejada. Ela ajuda na construção de patrimônio material ou intelectual. É feita com consciência, dentro de um orçamento que não comprometa a sua subsistência.

Quando você contrai uma dívida com o objetivo investir em qualidade de vida, como a contratação de crédito estudantil, compra de um imóvel ou contrai um empréstimo para montar um negócio que você consegue gerir, pode se dizer que está diante de um caso de dívidas boas.

Dívida ruim

A dívida ruim é o oposto disso. É gerada em uma compra por impulso, sem consciência e planejamento. Geralmente, ela extrapola o orçamento mensal. Compromete, ainda, a capacidade de pagamento e reduz o seu patrimônio líquido.

É o caso das dívidas de consumo. Aquelas que envolvem compras constantes não planejadas em cartão de crédito, pedem atenção especial.

Afinal, uma das formas mais comuns de entrar em uma dívida ruim é através do parcelamento de despesas no cartão de crédito. Se você tem o hábito de fazer várias compras em pequenas parcelas, ligue o sinal de alerta.

Deixar de fazer um controle que inclui somar todas as parcelas para saber se o valor total cabe em seu orçamento, costuma ser fatal. Você corre risco de entrar em um endividamento sem notar.

Outras formas se se endividar são o cheque especial, créditos fáceis, mas com juros altos e qualquer tipo de dívida não planejada, que não traz um benefício mensurável.

DICA: Aja com cautela

Por melhores que sejam as suas intenções, qualquer tipo de dívida é ruim quando não é planejada. Mesmo aquelas destinadas aos fins citados como bons, casos do crédito estudantil e aquisição da casa própria.

Além disso, pagar juros pelo atraso no pagamento de qualquer tipo de dívida é sempre um mau negócio. Certamente você terá transtornos que vão desde ligações chatas de cobradores a problemas legais, caso o credor reclame o recebimento na justiça.

Prejuízos da dívida para a sua vida

Perder o controle sobre uma dívida nunca é um bom sinal. Isso pode causar sérios problemas em diversas áreas da sua vida.

  • Prejuízos materiais, tais como a necessidade de vender ou penhorar bens para conseguir pagar a dívida e o superendividamento devido a juros altos.
  • Prejuízos sociais, já que o endividamento que pode afetar o seu casamento, namoro, amizades e até mesmo o seu desempenho no trabalho;
  • Prejuízos na saúde, uma vez que as dívidas podem desencadear doenças como falta ou excesso de apetite, estresse, depressão, dores de cabeça, dor de estômago, gastrites, insônia, ansiedade e fobias. Estes são só alguns problemas na saúde causados pelas dívidas. Elas podem ser a porta de entrada para outras doenças que podem ser até fatais.

2. A história da dívida

troca escambo

Nossos antepassados mais distantes, os chamados nômades, não tinham crédito nem dinheiro. Eles não conheciam a moeda e simplesmente negociavam à base de troca os bens ou serviços para benefício mútuo. Esta prática era conhecida como escambo.

Em um ambiente primitivo, onde a caça, a pesca e a coleta de frutos eram a base da economia, o escambo era viável. Não existia naquela época uma diversidade considerável de produtos.

Logicamente, para o escambo acontecer, era necessário que houvesse coincidência de interesse entre os objetos desejados pelos dois grupos envolvidos na troca. E isso, por vezes, podia se transformar em um problema, pois nem sempre as necessidades coincidiam.

A partir desse conflito, foram surgindo evoluções na base de troca das relações comerciais das diversas civilizações. Um longo caminho foi percorrido até chegarmos ao sistema monetário que hoje conhecemos.

evolução da moeda

Em determinados momentos da história, o gado já foi a moeda-base para troca de mercadorias em praticamente todo o mundo. As conchas de búzios também já foram o dinheiro da China. Isso para ficarmos em dois exemplos, pois os itens variavam entre sociedades e períodos históricos.

Eis que surge o dinheiro

O dinheiro tal e qual conhecemos hoje só entrou em cena por volta de 1000 A.C., quando o metal precioso entrou em jogo. Mas, a dívida é algo tão antigo quanto a roda e precede, inclusive, a existência da moeda.

Nos tempos mais remotos, a troca de mercadorias também podia levar ao endividamento. Era possível ocorrer de uma das partes não cumprir o que foi tratado no acordo. Você se lembra do escambo, quando era necessário uma coincidência de interesses?

Pois bem. Imagine que você tenha vivido naquela época e precisasse de frutas, enquanto a outra parte se interessava em pescado. No entanto, você não tinha peixes para concretizar a troca. Então, você se compromete a entregar os peixes em um prazo mais à frente e recebe as maçãs à vista. Não haveria moeda nessa transação, mas você estaria igualmente envolvido em um acordo que gera uma dívida, concorda?

O endividamento movimenta a economia

O fato é que a relação entre a cessão de crédito e o endividamento foi essencial para o progresso humano e econômico. Afinal, todos precisam em algum momento recorrer ao sistema financeiro, seja para financiar uma casa, a educação ou mesmo para montar um negócio.

Através dessas transações financeiras que envolvem endividamento, podemos reconhecer que há o progresso humano para o indivíduo e o fomento da economia através da cessão do crédito.

Portanto, é um erro pensarmos que a dívida é uma invenção moderna. Ela é parte atuante na evolução humana e no suprimento de suas necessidades. Veja a seguir como algumas civilizações lidavam com as dívidas.

A escravidão da dívida na antiguidade

Nos dias atuais, é comum dizermos de forma simbólica que “fulano” se tornou “escravo da dívida”quando ele está muito endividado, tal o grau de opressão que uma dívida pode impor à sua vida.

Mas, para os nossos antepassados, a relação entre escravidão e dívida não era nada simbólica. O registro mais antigo de como a dívida era tratada por eles nos leva à antiga civilização da Suméria, ano de 3.000 A.C., onde hoje é o sudeste moderno do Iraque

Os relatos dão conta de como um devedor incapaz de pagar uma obrigação se tornou literalmente um escravo da dívida junto com sua família e seus servos.

Eles foram obrigados a trabalhar para o credor até que a dívida fosse quitada. Isso se dava através da exploração de seu esforço físico em favor do credor.

Em alguns casos, levavam anos até que a dívida fosse liquidada. Há situações em que elas eram repassadas para as gerações seguintes da família devedora.

Esta prática se tornou comum na época. Só mesmo com o surgimento das primeiras sociedades liberais é que foram introduzidas formas de perdão da dívida e os escravos foram liberados.

Cativeiro da dívida

No império romano, a escravidão foi substituída pela servidão da dívida. Essa ainda era uma forma severa de punição. Embora o devedor não fosse considerado escravo, as consequências do contrato ainda podiam resultar em uma vida inteira de dificuldades.

Os mais pobres e aqueles que sofreram problemas financeiros tinham como alternativa à servidão da dívida optar voluntariamente por entrar no cativeiro como devedor. Só dessa forma conseguiriam evitar algumas das alternativas mais violentas a que poderiam ser impostos.

Dívida na idade média

No final da Idade Média, muitos países da Europa começaram a introduzir leis para lidar com a cobrança de dívidas.

Elas se baseavam principalmente em um sistema usado na Alemanha. Se um devedor fosse incapaz de quitar uma dívida, o credor poderia convocá-lo para julgamento da Corte.

Um oficial de justiça era então instruído a ir até a casa do devedor e recolher todos os bens de valor para quitar o débito.

A diferença deste tipo de execução judicial da idade média dos procedimentos atuais é que os oficiais geralmente saqueavam muito mais que o necessário para o pagamento da dívida.

Hoje em dia há leis bastante específicas para assegurar que o devedor não seja extorquido.

O século XX e as dívidas de cartão de crédito

No século XX a dívida do consumidor cresceu e tomou novos rumos. No início do século, os norte-americanos, em especial, assumiram cada vez mais dívidas.

Os cartões de crédito foram introduzidos como forma de contratar empréstimos de curto prazo. Assim, introduziram o acesso fácil ao crédito para comprar itens do dia a dia que seriam pagos posteriormente.

Os primeiros cartões de crédito surgiram na década de 1920, quando empresas como as cadeias de hotéis emitiam cartões para os consumidores destinados ao uso em seus próprios estabelecimentos.

A Diners Club lançou o seu primeiro cartão de crédito universal em 1920, enquanto a American Express introduziu um cartão de crédito destinado a viagens e entretenimento em 1958.

Anos depois vieram os cartões bancários. No final do século XX, a popularização do cartão de crédito levou à explosão do consumo e ao endividamento em massa do consumidor.

3. Por que a negociação de dívida é importante?

Os motivos que levam ao endividamento são vários. Desde a crise econômica que o país atravessa, passando pelo desemprego e doenças na família, chegando à falta de planejamento econômico e ao consumo por impulso.

A verdade é que independentemente do motivo, uma dívida atrai outras dívidas. Segundo o site Serasa Consumidor, um consumidor endividado tem, em média, quatro contas atrasadas.

E isso faz sentido pois, exemplificando, é mais ou menos assim que funciona: o consumidor deixa a fatura do cartão de crédito atrasar, pois está sem dinheiro para pagar o boleto. Daí ele usa o dinheiro destinado ao pagamento da conta de energia elétrica e outras contas essenciais para pagar o mínimo da fatura do cartão. Assim, ele evita o cancelamento do crédito.

No mês seguinte a fatura do cartão volta com toda força, já que os juros do cartão de crédito são altos. Com as finanças desorganizadas, fica ainda mais difícil arcar com o compromisso. Novamente, parte do dinheiro destinado a outras contas vai para o cartão de crédito novamente.

Esta operação vai ficando cada vez mais complexa e imprevisível. Não por acaso, o cartão de crédito foi utilizado como exemplo, pois, é uma das dívidas mais recorrente e mais difíceis para o consumidor administrar.

Geralmente, a pessoa endividada sempre acha que vai conseguir quitar a dívida. Cai na ilusão de que está apertada financeiramente hoje, mas, amanhã será um novo dia e ela conseguirá sanar a pendência. Mas, este dia não chega e as dívidas vão se acumulando.

O que fazer agora que você já se endividou?

O fato é que, se você não conseguir gerenciar as suas dívidas com a sua renda ou simplesmente cortando despesas o melhor caminho é procurar os credores para propor uma negociação das suas dívidas.

Este procedimento deve ser feito ao primeiro sinal de que as finanças vão sair do controle. Se você deixou as contas acumularem de um mês para o outro e no mês seguinte a solução não veio, não espere mais: negocie a sua dívida com o credor.

Através da negociação de dívida, você terá uma série de benefícios:

  • O seu nome não ficará mais sujo na praça;
  • A sua dívida para de crescer devido aos juros e multas que deixarão de correr sobre ela;
  • É possível negociar a sua dívida e conseguir descontos em juros e multas;
  • Geralmente, a negociação de dívida é uma oportunidade de parcelar o saldo devedor com juros menores;
  • Você poderá reorganizar as suas finanças, pois terá a previsão de quanto irá pagar por mês para quitar a dívida;
  • É possível recuperar o seu crédito na praça;
  • E, por fim, você volta a ter tranquilidade em sua vida pessoal, profissional e financeira.

 4. Qual é a melhor época para negociação de dívida?

Pode soar estranho, mas existem, sim, épocas que são mais propícias para a negociação de dívida.

Logicamente, não estou falando de época do ano como me referiria à melhor época para colher banana ou para plantar laranjas. Refiro-me ao momento financeiro de cada pessoa.

Negociar uma dívida em uma época que não é favorável para você só vai trazer mais frustração e dor de cabeça.

Muitas vezes, empolgado com a possibilidade de limpar o nome rápido e ficar livre da dívida, o consumidor faz uma negociação ruim. Com isso, compromete boa parte de sua renda para quitar o débito.

Assim, acaba acumulando mais despesas. As parcelas da negociação da dívida não cabem em seu orçamento. logo, a consequência disso é voltar a se endivida em pouco tempo.

Épocas com despesas extras podem não ser boas para negociar

Em algumas épocas do ano, normalmente temos mais despesas. No início do ano, por exemplo, é quando chegam os impostos anuais, como IPTU e IPVA.

Em alguns casos, ainda temos as despesas acumuladas das festas de fim de ano. É ainda a época de comprar material escolar. Sem contar as férias letivas. Com as crianças em casa o tempo todo, é normal ter mais despesas. A programação de férias inclui gastos com passeios, alimentação e até maior consumo de energia elétrica.

Tudo isso deve ser pesado. O seu orçamento comporta o pagamento da dívida, mesmo com estas despesas extras? A mesma pergunta se aplica ao final do ano, quando chegam as festas.

A data de vencimento do boleto deve ser bem avaliada

Você também deve levar em consideração a data de vencimento dos boletos da sua negociação. Muitos credores não te dão a possibilidade de escolher a melhor data de pagamento.

Em alguns casos, o primeiro boleto da sua negociação vence em 05 dias úteis após o acordo, por exemplo. Então, é necessário você ficar atento para negociar em uma data em que o vencimento do boleto coincida com o dia de recebimento do seu salário.

Dessa forma, você não terá dificuldades para quitar as parcelas, pois, em muitos casos, quando a prestação não é quitada até o dia do vencimento, o credor cancela o acordo e você volta a ficar inadimplente.

É bom também, ficar de olho nos feirões limpa nome que acontecem ao longo do ano. Diversas empresas se reúnem para oferecer descontos aos consumidores para quitar dívidas. A própria Caixa Econômica Federal tem a tradição de organizar estes feirões.

O mês de novembro também costuma ser favorável para negociações. Nessa época o ano muitas empresas costumam conceder bons descontos para os consumidores quitar suas dívidas. O foco é aumentar a quantidade de consumidores com acesso ao crédito e, consequentemente, impulsionar o consumo no natal. E, lógico, estão de olho no décimo-terceiro salário dos trabalhadores.

Mas, não é preciso esperar o ano todo para negociar. Plataformas como a Acerto oferecem boas oportunidades ao longo de todo o ano. Basta acompanhar. Sempre há várias campanhas para quitar dívidas ao longo do mês.

5. Como negociar dívidas?

Como tudo na vida, a negociação de dívida também requer planejamento. Para evitar se complicar ainda mais com uma negociação de dívida ruim, é preciso se organizar para sair da inadimplência.

Por incrível que pareça, é comum algumas pessoas não saberem quanto devem e a quem está devendo.

Outras não sabem quanto recebem por mês e não fazem ideia de quanto gastam em despesas fixas.

Por isso, antes de negociar é importante fazer um levantamento de todas as contas que estão em atraso. Descobra quem são os credores e faça um controle financeiro contemplando as receitas e despesas. Assim, você saberá quanto pode assumir por mês em uma negociação de dívida.

Estas dicas podem te ajudar a conquistar uma negociação de dívida bem sucedida:

  1. Liste todas as suas dívidas;
  2. Descubra quanto e a quem você. Mas, lembre-se de que as dívidas costumam ter juros. Então, informe-se sobre o valor atual da pendência;
  3. Se não souber ao certo quanto deve, procure os seus credores. Eles lhe informarão os valores atualizados;
  4. Relacione todas as suas receitas mensais e quanto você gasta em despesas fixas. Assim, você terá um orçamento e saberá quanto pode comprometer com o pagamento da dívida.
  5. Veja quanto você pode pagar por mês sem comprometer o seu orçamento. Dica: Evite comprometer mais que 30% da sua renda líquida com a dívida.
  6. Procure o credor para negociar. A Central de Atendimento da empresa saberá informar com qual profissional da empresa ou com quais assessorias de cobrança você pode negociar.
  7. Se não puder quitar todas as suas dívidas, priorize as mais caras, ou seja, aquelas sobre as quais incidem taxas de juros mais alta.
  8. Ao negociar, não se assuste. Exponha claramente para o credor quanto você pode pagar por mês. Afinal, você quer pagar e o credor deseja receber.
  9. Fique atento às datas de vencimento das parcelas. Só negocie com uma data de vencimento que permita fazer o pagamento sem sufoco. Atrasos no pagamento podem gerar juros e multa. E, em alguns casos, levam ao cancelamento do acordo.

6. Como funciona a negociação de dívida online?

Uma forma interessante de quitar as suas dívidas é a negociação de dívida online. Hoje, muitas empresas dispõem de canais negociação de dívida pela internet.

Esses canais podem ser próprios, como alguns bancos, financeiras e outras empresas já dispõem, ou podem ser terceirizados para assessorias de cobrança online.

Logo, até mesmo as grandes empresas estão negociando dívidas através de assessorias online terceirizadas. Isso ocorre porque o negócio principal das empresas credoras não é a recuperação de crédito.

Portanto, elas demandariam grandes esforços para realizar este tipo de serviço. Isso inclui contratação e treinamento de pessoal, tempo e investimento em tecnologia . Enquanto isso, as assessorias já são especializadas nessa tarefa.

Para negociar online, além de seguir as nossas orientações gerais do tópico anterior, de se preparar para negociar, você deve estar atento aos canais onde pode negociar a sua dívida online.

Logicamente, é importante verificar se as assessorias estão autorizadas a negociar a sua dívida. Assim, você evitar cair em golpes. A assessoria é obrigada lhe fornecer todas as informações sobre a sua dívida com clareza.

Além disso, você pode entrar em contato com o credor para se certificar de que a empresa de cobrança pode mesmo negociar a sua dívida.

Sobretudo, vale ressaltar que você não é obrigado a negociar com uma assessoria online. Mas, considere esta alternativa. Elas podem lhe oferecer vantagens, tais como, discrição, gratuidade, praticidade e protagonismo na negociação. Sem contar o fato de possuírem políticas de descontos exclusivas.

Negociar na plataforma online, como a Acerto, é simples:

  1. Consulte o seu CPF;
  2. Faça um cadastro rápido e localize as suas dívidas no site;
  3. Analise qual é o valor da sua dívida com juros e sem juros;
  4. Sabendo quanto deve, analise quanto você quer ou pode pagar por mês;
  5. Comece a montar a sua proposta informando os valores que você decidiu pagar;
  6. Se preferir, informe um valor para dar uma entrada;
  7. Analise o termômetro que indica as possibilidades de sua proposta ser aceita;
  8. Envie a sua proposta;
  9. Você pode fazer mais duas tentativas caso a sua proposta não seja aceita na sua primeira tentativa;
  10. Caso tenha sido aprovada, basta visualizar os boletos e começar a pagar nas datas do vencimento das parcelas.

7. Como negociar dívidas com desconto?

Muita gente não sabe, mas é possível conseguir bons descontos em uma negociação de dívida.

O que o devedor precisa ter em mente é que o credor também deseja receber o valor que lhe é devido. E, por isso, na maioria das vezes, ele estará disposto a ouvir a sua proposta de pagamento.

Diante de uma dívida que não para de crescer devido aos juros, a pessoa endividada se intimida em procurar o credor. Dessa forma, acaba se afundando ainda mais nas dívidas. Porém, para conseguir descontos, veja nossas dicas:

  1. Procure o credor e faça uma proposta de quitação da dívida;
  2. Exponha com clareza a sua condição financeira atual e a forma como pode pagar;
  3. Negocie redução de juros e prazos para pagamento. Muitas vezes, você consegue até mesmo que os juros sejam retirados;
  4. Seja realista e tenha bom senso ao fazer uma proposta. Se você deve R$1.000,00, por exemplo, é pouco provável que o credor aceite uma proposta de R$ 100,00 para você quitar a dívida;
  5. Considere opções como o Feirão Limpa Nome onde são concedidos bons descontos para negociar dívidas;
  6. Outra ótima forma de conseguir descontos a qualquer época é procurar empresas de negociação de dívidas online autorizadas, como a Acerto.

8. Quais são os seus direitos em uma negociação de dívidas?

Quando você está devendo a alguém, é comum que se sinta em posição de desvantagem em relação ao seu credor. Claro, isso pode ocorrer por valores morais e pela pressão psicológica exercida por alguns cobradores. Mas, principalmente, por desconhecer os seus direitos ao negociar uma dívida.

É importante dizer que a maioria dos consumidores inadimplentes já foi vítima de cobrança abusiva. Contudo, tanto a Constituição Federal quanto o Código de Defesa do Consumidor lhes dão garantias em uma negociação de dívida.

Veja algumas práticas consideradas abusivas:

  • O credor ou quem o represente não pode expor o devedor a constrangimentos, tais como fazer cobranças em seu local de trabalho, pessoalmente, por telefone ou por outros meios.
  • A pessoa inadimplente não pode ser coagida ou sofrer ameaças do credor, como forma de forçar o pagamento da dívida. Isso inclui ameaças físicas e verbais.
  • O credor deve respeitar os horários restritos por lei para realizar a cobrança. Ligações telefônicas em horários dedicados ao lazer e descanso, como o horário noturno, feriados e finais de semana são proibidas.
  • A sua renda deve ser levada em consideração ao negociar uma dívida.
  • Você pode negociar a dívida antes de ficar inadimplente. Ou seja, se você sentir que não vai conseguir pagar a despesa, pode procurar o credor para negociar antes mesmo do débito entrar em atraso.
  • Em uma negociação, você não é obrigado a aceitar a proposta apresentada pelo credor. Como consumidor, você pode recusá-la e apresentar uma contraproposta.
  • Você tem direito ao acesso a todas as informações do novo contrato de negociação.
  • Ao renegociar uma dívida, o seu nome deve ser limpo em até cinco dias após o pagamento da primeira parcela do acordo.
  • Não é necessário esperar que o credor o procure para negociar. Você mesmo, consumidor, pode ir atrás do credor para propor uma solução negociando sua dívida.

9. Quais erros você deve evitar em uma negociação de dívida?

ratoeira

A necessidade de ficar livre das dívidas pode criar uma espécie de miopia que não nos deixa ver claramente algumas “frias” em que podemos entrar ao fazer uma negociação de dívida.

Alguns erros podem ser facilmente evitados. Com um pouco de precaução, você vai poder dispensar o uso de analgésico no futuro. Sim, as dores de cabeça por uma negociação de dívida malfeita podem ser evitadas.

Para começar, é indispensável que faça um planejamento financeiro. Já falamos dele aqui e deu para ver o quanto ele é importante. Sem se planejar, você não conseguirá ir muito longe. E nem mesmo saberá o que e como negociar.

Além disso, desconhecer os valores atuais da dívida e não se informar sobre o assunto é ruim. Tão ruim quanto contratar novas dívidas para quitar um débito já existente.

Negocie sim, mas sem desespero

Sabe aquela pessoa que está tão afobada para quitar a dívida que compromete praticamente toda a renda mensal? Pois é. Entenda que se você seguir este modelo, estará agindo perigosamente ao desprezar os imprevistos. Especialmente se você fez uma negociação de dívida parcelada, é importante saber que vai conviver com a despesa por alguns meses.

Logo, se você compromete a sua renda integralmente, estará dando um tiro no pé. Ninguém passa muito tempo sem ter despesas inesperadas. Portanto, deixe uma folga em seu orçamento mensal. Reserve uma grana para compensar os imprevistos.

Negociação de dívida não é um jogo de “tudo ou nada”

Algumas pessoas adotam, ainda, uma estratégia bipolar em relação às suas dívidas. Ou negociam todas as contas em atraso de uma vez ou não negociam nenhuma. Isso é desaconselhável. Se você já chegou a um ponto em que tem várias contas atrasadas, dificilmente esta estratégia dará certo.

Não jogue com a sorte. Possivelmente, você não conseguirá pagar todas as dívidas ao mesmo tempo. A não ser que ocorra um evento extraordinário. Algo como uma receita imprevista, como um aumento de salário, o ganho de herança ou algo dessa natureza.

Mais importante, para o bem da sua saúde, é negociar as dívidas caras primeiro e depois as outras dívidas. Dando um passo de cada vez você vai conseguir sair da inadimplência. Planejamento é tudo.

10. O que acontece quando uma negociação de dívida não é paga?

Quando você renegocia uma dívida, é importante estar ciente de que poderá conviver com aquela despesa mensal por alguns meses.

Do contrário, se não estiver adequadamente preparado para isso, você poderá ter uma recaída na inadimplência. E isso tem consequências.

A chamada quebra de acordo, que é quando um devedor deixa de pagar as parcelas do seu acordo, tem algumas consequências.

Entenda o que pode acontecer após uma quebra de acordo:

  • O seu nome volta a ficar sujo, caso o credor queira comunicar aos órgãos de proteção ao crédito que o seu débito não foi quitado;
  • Você perde as condições da negociação, que geralmente é feita com redução de juros, multas e outros benefícios. E se torna necessário reabrir negociação com o credor, com outras bases de valores;
  • A sua credibilidade junto ao credor cai sensivelmente, já que haverá reincidência em não pagar um acordo firmado entre as partes;
  • A sua pontuação para análises de concessão de crédito (score) piora. Assim, outras empresas podem lhe negar crédito, caso precise dele;
  • O credor pode voltar a fazer valer o contrato original, geralmente com taxas de juros e multas mais altos;
  • As empresas de cobrança voltam a te incomodar para que quite o valor de sua dívida que está aberto. Consequentemente, você perde, além da negociação da sua dívida, a sua tranquilidade recém conquistada;
  • A obrigação do pagamento da dívida continua ativa e você pode, inclusive, ser acionado judicialmente.

Conclusão

Como você pode ver, a negociação de dívida não precisa ser um bicho de sete cabeças. Mas, é preciso tomar alguns cuidados para você sair o sufoco de verdade, sem complicar ainda mais a vida

Agora que você já sabe tudo sobre negociação de dívida, deixe a sua opinião nos comentários, compartilhe estas informações com seus amigos e conte-me quais são as suas dúvidas, pois quero tornar este guia ainda mais completo. Além disso, as suas dúvidas podem virar um artigo aqui no blog.

 


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